Movimento sindical tem papel fundamental no combate à informalidade, destaca Castellano
Na sequência da atividade promovida pelo Dieese na manhã desta quinta-feira (26), o uruguaio Hétor Castellano, da Coordenadoria Sindical das Centrais do Cone Sur, apresentou uma análise das causas da situação de informalidade detectada, com base em fatores econômicos, sociais, ambientais e culturais, dentre outros. "Não é somente entre os excluídos que existe a informalidade. Também ocorre entre quem tem maior renda", destacou Hétor.
Na análise apresentada, dois pontos se sobressaem como efeitos do sistema neoliberal dos anos 90, nas relações de trabalho: a flexibilização e desregulamentação laboral, e também a terceirização. "Esta situação não só prejudica o trabalhador, bem como a setores empresariais, devido ao modo abusivo com que estas medidas geram competitividade desleal, favorecendo a informalidade", pondera.
A construção de uma correlação de força foi apontada como a primeira medida para que o movimento sindical possa colaborar no enfrentamento destas realidades. Negociações coletivas, políticas de aliança entre setores, com diálogo social, são medidas fundamentais no enfrentamento da informalidade, bem como o controle e a fiscalização por parte do Estado, finalizou Castellano.
Nos debates, os trabalhadores expuseram os cenários detectados em seus países de origem, revelando fatores como desigualdade entre gêneros, pobreza e negligência do Estado, como propulsores da informalidade. "Temos talentos humanos, o que acontece é a má administração", ilustrou a trabalhadora na Nicarágua, Delbia Herrera.
Texto: Andréia Sarmanho
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